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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vejam estes leilões

Vejam estes leilões realizados pelo Palácio do Correio Velho, Leilões e Antiguidades, SA, em 13 de Outubro de 2010.

Tabuleiro de gradinha, séc. XIX/XX. Corpo rectangular com os cantos cortados, gradinha e pés em fitas em chapa recortada, decorado com brasão gravado ao centro da família a família Vaz Preto Giraldes, dos morgadios da Lousa e Alcains. Marca de contraste do Porto (Javali II), em uso de 1887 a 1938, e marca de ourives da mesma época. Sinais de uso.
Peso aprox.: 4790 gr.; Dim. aprox.: 65 x 42 cm.
Escudo esquartelado: I Preto, II Giraldes, III Vaz, IV Barba. Coronel de conde.
€ 2.500 / € 3.500


Salva de aparato em prata portuguesa, séc. XX, à maneira renascentistas.
Aba decorada com enrolamentos vegetalistas, bustos masculinos e elemenetos fantásticos, centro com armas da família família Vaz Preto Giraldes, dos morgadios da Lousa e Alcains. Marca de contraste do Porto (Águia 916), em uso de 1938 a 1985, e marca de ourives da mesma época. Sinais de uso.
Peso aprox.: 3738 gr.; Diam. aprox.: 62 cm.
Escudo esquartelado: I Preto, II Giraldes, III Vaz, IV Barba. Coronel de conde.
€ 1.000 / € 2.000

Para mais informações veja aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Quem foi Guilhermino Augusto de Barros

Guilhermino Augusto de Barros nasceu em São Faustino - Peso de Régua em 17-11-1828 no seio de uma família de pequenos lavradores locais, filho único de Francisco Manuel de Barros e de Maria Máxima. Faleceu em Lisboa no dia 16-04-1900 e jaz sepultado no jazigo de família, no Adro da Igreja de Alvações do Corgo.

Foi Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra onde foi condiscípulo de Manuel Vaz Preto Giraldes, de quem ficou grande amigo ao longo de toda a vida. Casou, em 1850, com Júlia Vaz Preto Giraldes, meia irmã de Manuel Vaz Preto Giraldes, que vivia em Lisboa num convento e que depois de casar, foi com o marido viver para a Lousa para casa do seu meio-irmão.

Foi na Lousa que Guilhermino Augusto de Barros e Júlia Vaz Preto Giraldes tiveram e baptizaram dois filhos:

- Guilhermino Augusto de Barros Vaz Preto Giraldes, nasceu na Lousa em 06-07-1871 e foi baptizado nesse mesmo ano, tendo como padrinhos o P.e Joaquim Augusto de Barros e D. Maria Joanna. Casou em 1897 em Coimbra com Maria de Sande Mexia Aires de Campos, filha dos primeiros Condes do Ameal.

- Maria Máxima Vaz Preto de Barros, nasceu na Lousa em 10-06-1876 e foi baptizada nesse mesmo ano, tendo como padrinhos Pedro d’Ordaz Caldeira e D. Maria Benedicta. Casou em 1902 em Lisboa (Anjos) com Francisco Morão Pinheiro Ramos de Athayde.

Em 26-09-1865 foi nomeado Governador Civil de Castelo Branco, tendo sido exonerado em 14-01-1868; em 07-12-1869 foi novamente nomeado Governador Civil de Castelo Branco, tendo sido exonerado em 23-06-1870; foi ainda nomeado Governador Civil de Bragança por decreto de 08-08-1860 tendo tomado posse no dia 7 do mês seguinte; foi também nomeado Governador Civil de Lisboa, tendo tomado posse em 11 de Maio de 1877 até Janeiro de 1878.

Entre 1858 e 1885 foi eleito diversas vezes deputado por Chaves, Vila Real, Covilhã e Idanha-a-Nova; foi eleito Par do Reino em 1885, por Lisboa, e nomeado Par do Reino vitalício em 1898; em 1877 foi nomeado director-geral dos Correios e Telégrafos e em 1882 foi nomeado no cargo de director-geral dos Correios, Telégrafos e Faróis, a recém criada direcção geral de que foi o primeiro titular, tendo ocupado este cargo até 1893; em 1884 foi nomeado director-geral do Comércio e Indústria.

Foi à frente da Direcção Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis, que mais se notabilizou: promoveu e alargou a base de funcionamento dos correios, criando um serviço postal como hoje o conhecemos; participou em diversas conferências internacionais e em 1885 organizou um Congresso Postal em Lisboa; escreveu relatórios e memorandos sobre os sistemas postais; montou a rede de faróis da costa portuguesa, e mais tarde promoveu a criação da rede telefónica, assinando em nome do governo o contrato com os ingleses, que trouxeram o primeiro telefone para Portugal.

A título de curiosidade refira-se que a 26 de Abril de 1882, quando o Director Geral dos Correios, Guilhermino de Barros, inaugurou a rede telefónica da capital, a companhia britânica tinha 15 subscritores. Um mês mais tarde era publicada a primeira lista telefónica, totalizando 22 assinantes ligados à rede da Edison. A Companhia cobrava uma taxa fixa anual, independentemente do número de conversações efectuado pelo subscritor.

Uma outra situação curiosa, mas relativa ao seu mandato como Governador Civil de Castelo Branco, refere-se à construção de um novo balneário nas Termas da Touca (Alpedrinha). Diz assim uma inscrição na fachada dos balneários: “Começou esta obra no ano de 1866, sendo Governador Civil, Guilhermino Augusto Barros. Findou no ano de 1874, sendo Governador Civil, João José Vaz Preto Geraldes”. Como se pode ver, uma intervenção de dois governadores civis com fortes ligações à Lousa.

Escreveu inúmeras poesias em diferentes periódicos literários, poesia ultra-romântica, ao jeito e à moda da sua época.

Foi na Lousa, em 1879, que Guilhermino Augusto de Barros escreveu o notável romance histórico “O Castelo de Monsanto” que se desenvolve em torno dos preparativos para a incursão de D. Afonso V, por Castela, reclamando o trono para sua sobrinha, D. Joana a Excelente Senhora, com quem entretanto casara. A personagem principal é Branca, chamada «A Pérola», sobrinha do cardeal de Alpedrinha, o famoso D. Jorge da Costa. A jovem e bonita Branca tem uma paixão pelo irmão do conde de Monsanto, D. Rodrigo de Castro.

Praticamente no fim da sua vida, escreveu, em 1894, o livro “Os Contos do Fim do Século”, um poema épico de elogio aos homens que promoveram a mudança da sociedade portuguesa ao longo do século XIX.

Era grande amigo de Alexandre Herculano com o qual trocava correspondência. Essa relação de amizade poderá estar na origem da visita que Herculano efectuou à Lousa tendo sido recebido em casa de João José Vaz Preto, onde também residia Guilhermino de Barros. Foi assim que Herculano relatou essa estadia em “Apontamentos de Viagem pelo País”:

Setembro 1 - Partida das Águas para a Lousa, a 4 léguas e a 5 de Penamacor. Bestas genuínas de Penamacor. Caminhamos uma légua de noite; madrugada abafadiça; o território pela maior parte nu e com leves acidentes .....

Deixamos à esquerda Monsanto, ponto fortíssimo pela altura e isolamento da montanha em que está colocado e que se avista de quase todos os pontos elevados aquém Estrela; o seu antigo castelo, foi modernamente substituído por novas fortificações que voaram em consequência de um raio .....

Descemos a um vale profundo e assaz largo, por cujo meio passa o Alpreade em cujo leito areado se vêem alguns pegos e mesmo correr alguma água, nos sítios onde se não some por baixo da areia. Sobem-se outra vez algumas ladeiras e encaminhamo-nos para a Lousa, quase escondida no horizonte no meio de um círculo de arvoredo; terrenos áridos e pobres, mas geralmente cultivados do cereal mais comum da Beira oriental, o centeio. Chegamos à Lousa. Somos recebidos em casa de João José Vaz Preto.

Setembro 6 – Passeio pela manhã cedo com João Vaz Preto até aos outeiros à esquerda da quinta da Lousa: propriedade destes terrenos pela sua configuração ondulada para a construção dos lagos lombardos. A manhã fresca e o céu puro. Horizontes bem distintos.

A Beira Baixa, olhando em volta, parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo Branco, em cuja encosta oriental alveja a cidade. Este plano parece fechado semi circularmente de sudoeste a norte pelo prolongamento da Serra da Estrela a Abrantes; ao sul e sueste pelas serranias do Alto Alentejo e ao nascente pelas alturas que correm para o sul desde o elevado ponto de Monsanto.

Creio que partimos depois para Castelo Branco, depois para Vila Velha de Ródão, onde embarcamos no bote do Guerra vindo todo o Tejo até Santarém, onde nos demoramos poucos dias. Daí para Lisboa.

Como homenagem, nos anos 50, foi atribuído o seu nome a uma rua da cidade de Castelo Branco, junto à igreja do Cansado (segunda transversal entre a Alameda do Cansado e a Rua do Matadouro) “Rua Guilhermino de Barros”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A propósito da festa de S. Sebastião

A propósito da festa de S. Sebastião que decorreu no passado fim de semana deixo-vos aqui uma pequena curiosidade sobre a construção da capela deste Santo, que ao mesmo tempo é um valioso contributo para a história da freguesia.
Estes elementos sobre a construção da capela de São Sebastião e muitos outros que oportunamente aqui divulgaremos, foram recentemente encontrados pelo Sr. Padre Castanheira numa pesquisa que efectuou, no Arquivo Distrital de Castelo Branco, num antigo livro de registo de baptizados da Paróquia da Lousa, elementos esses que foram escritos pelo Padre João dos Reis Barata, que foi pároco da Lousa desde 28-05-1874 até, julgamos, 1910. Escreveu assim o referido pároco:

“No dia 3 de Maio de 1903 (foi Domingo) benzeu-se a Capela de São Sebastião, que foi edificada pela Excelentíssima Família Vaz Preto, em substituição doutra Capela velha e mal segura que a Paróquia possuía, e que ficou dentro da Quinta da dita Excelentíssima Família, quando se fez a estrada nova; eu ainda conheci a capela velha fora da Quinta e conheci-a depois de estar já dentro da Quinta. A Excelentíssima Família Vaz Preto, construiu a Capela com a grandeza que se vê, com tenção de trasladar para ali os restos mortais dos seus antepassados; ouvi dizer que importou em cerca de dois contos de réis.”

(Fonte: Lembranças e Curiosidades do P.e João dos Reis Barata - PT/ADCTB/PRQ/PCTB12/001/00002)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Maria Taciana Barba de Menezes Tavares Proença Vaz Preto Abrunhosa

Faleceu no passado dia 25-02-2012, Maria Taciana Barba de Menezes Tavares Proença Vaz Preto Abrunhosa de 88 anos. Era natural da Lousa e residente em Castelo Branco e o funeral realizou-se para o cemitério de Castelo Branco.

À família enlutada, Rabiscos Lousenses apresenta as mais sentidas condolências.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Bibliografia - "Memórias – Homens Políticos"

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Editado pela tipografia da Academia Real das Sciencias em 1894, "Memórias – Homens Políticos" Tomo II, de Bulhão Pato, contém, entre outros, o relato de uma visita que o autor fez em 1852 a convite de João José Vaz Preto Geraldes, a casa do Conde de Tomar e a Coimbra, do qual aqui deixamos a primeira página do primeiro capítulo referente a esse relato.

Quem quiser, pode ler os capítulos ou a obra completa aqui.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bibliografia - "Memórias - Scenas de Infancia e Homens de Letras"

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Editado pela tipografia da Academia Real das Sciencias em 1894, "Memórias - Scenas de Infancia e Homens de Letras" Tomo I, de Bulhão Pato, refere entre outros factos, que foi Alexandre Herculano quem tomou a iniciativa de fabricar o azeite de prato como o conhecemos hoje, com o precioso azeite de Vale de Lobos, e como Manuel Vaz Preto lhe seguiu o exemplo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Foi Notícia em 21-01-2005

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in: Semanário "Reconqusta", edição de 21-01-2005
(Clicar nos recortes para ampliar)
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Efeitos do mau tempo

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Os efeitos e prejuízos provocados pelo mau tempo, muita chuva, ventos fortes e neve, têm-se feito sentir um pouco por todo o lado.
Para além de culturas estragadas, paredes caídas, árvores tombadas e telhas levantadas é o que mais se vê por aí. Agora foi o muro da Quinta Vaz Preto, mesmo em frente ao forno, que ruiu.
Felizmente caiu para dentro e não feriu ninguém.
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sábado, 17 de outubro de 2009

Foi Notícia em 17-10-1965

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in: Semanário "Reconquista", edição de 17-10-1965
(Clicar no recorte para ampliar)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Foi Notícia em 09-10-1960

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in: Semanário "Reconquista", edição de 09-10-1960
(Clicar no recorte para ampliar)

domingo, 27 de setembro de 2009

Foi notícia em 27-09-1959

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in: Semanário "Reconquista", edição de 27-09-1959
(Clicar nos recortes para ampliar)
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Foi Notícia em 02-07-2004

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in: Semanário Reconquista, edição de 02-07-2004
(Clicar no recorte para ampliar)
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Foi Notícia em 01-07-1926

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in: Semanário "Terras da Beira", edição de 01-07-1926
(Clicar no recorte para ampliar)
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Efemérides – Inauguração da Capela de Santa Bárbara

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Faz hoje 57 anos (14-04-1052) era segunda-feira de Páscoa e foi inaugurada a Capela de Santa Bárbara.
Esta capela, mandada construir por D. Bárbara Tavares Proença Vaz Preto Geraldes em cumprimento de uma promessa feita pelo falecido marido, foi erigida no mesmo local onde se encontrava a antiga que estava completamente em ruínas.
A responsabilidade da arquitectura foi de Eurico de Salles Viana e a talha das cantarias esteve a cargo do nosso canteiro José Pinto.
Os festeiros foram Maria João Tavares Proença Vaz Preto de Abrunhosa e António Manuel Oliveira Goulão Gardete. De realçar o facto de nessa altura a festa ter apenas dois festeiros, um rapaz e uma rapariga, uma vez que mais tarde passou a três, um rapaz e duas raparigas, situação que ainda hoje se mantém.
A foto apresentada é desse dia e mostra a festeira, Maria João Vaz Preto de Abrunhosa, a entregar as chaves da capela ao pároco da freguesia, Padre José da Silva Viana.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Efemérides – Construção do Campo de Futebol

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Segundo uma noticia publicada no semanário Beira Baixa, na sua edição de 2 de Fevereiro de 1952, o Campo de Futebol da Lousa começou a ser arranjado no dia 16 de Dezembro de 1951, faz precisamente hoje, 57 anos.
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A noticia tece ainda agradecimentos aos doadores do terreno, Herdeiros da casa Vaz Preto, e ao prof. José Gardete, principal impulsionador do projecto em nome dos desportistas da Lousa.
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Clicar no recorte para ampliar e poder ler a noticia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bibliografia – “RETRATOS DA BEIRA – Revista Quinzenal Illustrada”

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Há algum tempo chegou ás nossas mãos um exemplar de “RETRATOS DA BEIRA – Revista Quinzenal Illustrada”, que começou a ser publicada em 8 de Dezembro de 1900.
O exemplar era precisamente o n.º 1 da revista, que embora se encontrasse em mau estado de conservação, deu para tirar umas fotocópias, pelo que deixamos aqui a informação da sua existência.
Neste primeiro número, a revista destacava a biografia de Manuel Vaz Preto Geraldes, pois este, para além de ser uma das personalidades mais ricas e influentes da Beira na época, tinha tido uma actividade política importante como Par do Reino. De salientar que Manuel Vaz Preto ainda era vivo à data da publicação da revista, tendo falecido cerca de dois anos mais tarde, no dia 14 de Agosto de 1902.
Como o acesso a esta revista não deverá ser nada fácil para a maioria das pessoas, deixamos aqui para os interessados, a transcrição completa do artigo publicado.

Ver artigo publicado
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sábado, 15 de novembro de 2008

Azeite novo

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Com a campanha da colheita de azeitona em curso, o lagar já se encontra em plena laboração, retirando daquele fruto tão abundante na nossa freguesia, o liquido que irá fazer as delicias do nosso paladar durante o próximo ano.
-Para quem não sabe, até meados dos anos 50, as principais actividades económicas da população da Lousa, eram a cortiça, o azeite e a azeitona de conserva. Se tivermos em atenção que a oliveira é a árvore mais abundante na freguesia, ocupando muitas centenas de hectares, facilmente entendemos que era este o sector primário predominante da economia local.
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Em 1959 havia em laboração, na Lousa, cinco lagares de azeite: o da Casa Vaz Preto, o da D.ª Fernanda e o do Rocado, que há muito deixaram de trabalhar; o Lagar Novo que acabou por ser transformado em Museu Etnográfico; e o Lagar do Pinto que felizmente ainda se encontra a trabalhar e do qual aqui deixamos algumas fotos.
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A história e a cultura da Lousa, sempre andaram de mão dada com esta actividade. Aliás a Lousa pertenceu ao grupo dos pioneiros na produção de azeite de prato em Portugal, a qual remonta a meados do século XIX. Diz-nos Bulhão Pato em 1883, a propósito de Alexandre Herculano, quando este, em 1859, comprou a propriedade de Vale de Lobos:
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«Azeite de prato, como é notório, era coisa que não se conhecia em Portugal. Foi Herculano quem deu a iniciativa, fabricando o precioso azeite de Vale de Lobos. Seguiu-lhe o exemplo, Manuel Vaz Preto Geraldes, ...»
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Mesmo com toda esta tradição e cultura ligadas à azeitona e ao azeite, vão ficar por colher muitos milhares de oliveiras. É uma pena, mas é esta a realidade desde há muitos anos.
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sábado, 25 de outubro de 2008

Bibliografia: "Os Pastos Comuns"

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GIRALDES, J.J. Vaz Preto - “Os Pastos Comuns”. In CABRAL, Manuel Villaverde - Materiais para a História da Questão Agrária em Portugal – séculos XIX e XX. Porto: Editorial Inova, 1974. pp. 229-244.
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O texto sobre os pastos comuns, da autoria de João José Vaz Preto Giraldes, foi originalmente publicado no Arquivo Rural (Vol. 5, 1862, pp.177-185) e oferece informações sobre a campanha contra o antigo sistema de open-field e sobre conteúdo de classe do movimento contra os pastos comuns.
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A Região de Castelo Branco já fora uma terra de transumância, com grandes rebanhos de ovelhas, cuja lã era exportada e vendida aos lanifícios da Covilhã e Portalegre.
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Na opinião do Prof. Silbert, Castelo Branco era a terra de eleição do open-field Português e sem dúvida a região em que os pastos comuns sobreviveram por mais tempo, pois beneficiavam de uma aliança tácita entre os camponeses pobres e os grandes criadores de gado. O autor, além de nos dar a conhecer a origem dos pastos comuns, apresenta também as questões jurídicas ligadas a esta questão.
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Fonte: Fundação Alentejo – Terra Mãe (http://www.alentejo-terramae.pt/)
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domingo, 10 de agosto de 2008

Rafael Bordalo Pinheiro, a política e o Vaz Preto

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Quem não conhece o Zé Povinho, personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro em 1875? Todos conhecem creio eu, mas, mesmo assim, aproveito a oportunidade para aqui deixar a imagem que foi adaptada como personificação do povo português.
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Bordalo Pinheiro não foi só ceramista. Foi também desenhador, caricaturista e humorista. É este seu dote artístico que nos interessa agora. Em 1879, Bordalo publicou "O António Maria" que foi um dos semanários ilustrados do século XIX com maior êxito junto do público. Nas suas páginas foram caricaturados muitos dos principais acontecimentos da vida portuguesa dessa época, com predomínio para a política nos seus vários aspectos. Os seus comentários humorísticos eram de uma violência satírica demolidora.
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Na altura havia uma enorme crispação entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa, que levou mesmo à queda do governo. Manuel Vaz Preto Geraldes era Par do Reino. Transcrevemos a seguir a visão de Bordalo Pinheiro sobre o assunto:

in: Semiramis - Irreflexão política, social e económica – Janeiro 13, 2005

Sistema Bicamaral

Como Bordalo o via em 1881




Esta caricatura, publicada no António Maria em 17-Fevereiro-1881, pouco tempo antes do governo cair, retrata a guerrilha entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa.
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Da esquerda para a direita, Fontes rapa os queixos a Braancamp, Presidente do Ministério; Vaz Preto a Luciano de Castro; o Visconde de Chanceleiros a Saraiva de Carvalho; alguém que não identifico a Adriano Machado; seguem-se dois que também não identifico; finalmente, na ponta direita, Barros e Sá rapa os queixos a Barros Gomes.Atrás, à direita, o Duque d’Ávila, presidente da Câmara dos Pares, rapa os queixos a alguém que não identifico.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Selo postal português com a alcunha de “Vaz Preto”

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Muitos selos postais foram apelidados com alcunhas motivadas por algumas particularidades ou características que apresentavam. De entre os selos portugueses que foram alvo dessa situação existe um, de D. Luís I, que foi alcunhado de “Vaz Preto”. Relembramos que Manuel Vaz Preto Geraldes era Par do Reino nessa época.

Transcrevemos a seguir um excerto de um artigo publicado na Revista Filatélica n.º 121 de Março de 2004, com o título “SELOS COM NOME” e que acerca deste selo diz o seguinte:

VAZ PRETO - Como o retrato do rei português, Luís I, tirado especialmente para servir de modelo, não tivesse a qualidade exigida, o retrato em questão apresentava mais semelhanças com o conselheiro Vaz Preto do que com o nosso rei. Esta é, afinal, a razão pela qual, na época (1880-1890), os referidos selos ficaram conhecidos pelo nome daquele conselheiro que, diga-se, era parecido com o rei.
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