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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bibliografia: “TOMBOS DA ORDEM DE CRISTO – Comendas da Beira Interior Sul ”

Editado pelo Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa em 2009, “TOMBOS DA ORDEM DE CRISTO – Comendas da Beira Interior Sul”, é um estudo que inclui muita documentação sobre os bens que a Ordem possuía na Beira Interior e onde se inclui a Comenda da Lousa.
Esta documentação deve-se à determinação do Capítulo Geral da Ordem celebrado em Tomar, em Dezembro de 1503, e cujos trabalhos, começados logo no ano seguinte, se prolongaram até 1510. A nossa região, incluindo a Lousa, foi percorrida em 1505, numa sequência rápida e ininterrupta, que começou a 5 de Setembro no Castelejo e terminou a 29 de Dezembro em Alcains.
Neste espaço beirão onde a Ordem era detentora de tão avultados bens e onde exercia a jurisdição sobre numerosas vilas, os arroladores foram minuciosos e precisos. Caracterizaram e mediram os bens, posicionaram-nos no espaço e delimitaram-nos com grande rigor.
Muito interessante, pois descreve os bens que a Ordem detinha na Lousa. Para quem estiver interessado, o livro pode ser adquirido, via internet, directamente no Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A propósito da festa de S. Sebastião

A propósito da festa de S. Sebastião que decorreu no passado fim de semana deixo-vos aqui uma pequena curiosidade sobre a construção da capela deste Santo, que ao mesmo tempo é um valioso contributo para a história da freguesia.
Estes elementos sobre a construção da capela de São Sebastião e muitos outros que oportunamente aqui divulgaremos, foram recentemente encontrados pelo Sr. Padre Castanheira numa pesquisa que efectuou, no Arquivo Distrital de Castelo Branco, num antigo livro de registo de baptizados da Paróquia da Lousa, elementos esses que foram escritos pelo Padre João dos Reis Barata, que foi pároco da Lousa desde 28-05-1874 até, julgamos, 1910. Escreveu assim o referido pároco:

“No dia 3 de Maio de 1903 (foi Domingo) benzeu-se a Capela de São Sebastião, que foi edificada pela Excelentíssima Família Vaz Preto, em substituição doutra Capela velha e mal segura que a Paróquia possuía, e que ficou dentro da Quinta da dita Excelentíssima Família, quando se fez a estrada nova; eu ainda conheci a capela velha fora da Quinta e conheci-a depois de estar já dentro da Quinta. A Excelentíssima Família Vaz Preto, construiu a Capela com a grandeza que se vê, com tenção de trasladar para ali os restos mortais dos seus antepassados; ouvi dizer que importou em cerca de dois contos de réis.”

(Fonte: Lembranças e Curiosidades do P.e João dos Reis Barata - PT/ADCTB/PRQ/PCTB12/001/00002)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lousa revive Dança das Virgens e dos Homens

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in: Jornal do Fundão, edição de hoje
(Clicar no recorte para ampliar)

O Jornal do Fundão publicou hoje a reportagem que já tinhamos anunciado sobre as tradições da Lousa, que tiveram honras de página inteira.
Em nome da Lousa, agradecemos ao Jornal do Fundão o enorme contributo que deram na divulgação das nossas tradições e da nossa cultura.

O artigo, no entanto, tem alguns erros que vale a pena rectificar.

Assim, onde diz:
... por raparigas até aos 12 anos de idade, deveria ser, ... a partir dos 12 anos de idade.
... são acompanhadas por um tocador de viola, deveria ser, ... tocador de guitarra.
... Dança dos Homens, composta por 12 homens, deveria ser, ... composta por 6 homens.
... calça e camisa branca com cinta vermelha, deveria ser, ... cinta azul.
... instrumento invulgar, a genéva, deveria ser, ... as genéves.
... José Marçal Caroça Correia, deveria ser, Manuel Caroça Correia.
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domingo, 9 de maio de 2010

A Lousa, as Danças e a Festa, no Diário de Notícias

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Como tínhamos anunciado, a Lousa, as nossas Danças e a Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus, tiveram honras de publicação na edição de hoje do Diário de Notícias (pág. 68 – Roteiro), pelo que não podemos deixar de agradecer, a este órgão de comunicação social, a visibilidade que deu, a nível nacional, à nossa cultura e às nossas tradições.

O texto da reportagem até está bem conseguido, só é pena dois pequenos grandes erros que fazem toda a diferença, principalmente a quem se quiser cá deslocar. Referimo-nos à troca de Lousa por Lousada (mapa) e à troca da EN 233 pela EN 223. O resto, em nossa opinião, está óptimo.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus na imprensa nacional e regional

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Para quem estiver interessado em ler ou ver, a Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus, a sua origem, os costumes, as tradições, vão ser objecto de uma reportagem na imprensa nacional e regional já no próximo domingo (dia 9) no Diário de Notícias e na próxima quinta-feira (dia 13) no Jornal do Fundão.

Desde já Rabiscos Lousenses agradece a estes órgãos da comunicação social, o seu valioso contributo na divulgação e dignificação da nossa cultura e da freguesia.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Foi Notícia em 21-01-2005

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in: Semanário "Reconqusta", edição de 21-01-2005
(Clicar nos recortes para ampliar)
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Foi Notícia em 02-11-2001

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in: Semanário "Reconquista", edição de 02-11-2001
(Clicar no recorte para ampliar)

domingo, 11 de outubro de 2009

Foi Notícia em 11-10-2009

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in: Semanário "Beira Baixa", edição de 11-10-2009
(Clicar no recorte para ampliar)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 6. Castelo Branco

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Da autoria de João Marinho dos Santos, Professor Catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, este livro integra as principais Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas, relativas às freguesias do actual concelho de Castelo Branco, baseando-se, entre outras fontes, nos Inquéritos de 1721, 1732 e 1758.

De referir que relativamente à Lousa, inclui a transcrição do “Santuário Mariano e História das Images Milagrosas de Nossa Senhora [...]”, da autoria de Frei Agostinho de Santa Maria, do ano de 1711, na parte que diz respeito à “Imagem de Nossa Senhora dos Altos Ceos”.

Foi publicado pela Terra Ocre – Edições, em Dezembro de 2008.

A biblioteca da Lousa, a funcionar nas instalações do Museu Etnográfico, possui um exemplar deste livro, que foi oferta do autor.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Lousa em 1934

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Recebemos do Eduardo Nunes Toscano, a quem agradecemos, uma fotocópia tirada de um Anuário de 1934, com dados muito interessantes sobre a Lousa dessa época, principalmente no que respeita ás actividades económicas então praticadas, das quais realço a curiosidade da existência de um “armador d’igrejas” e de duas “estalagens”.
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Quem quiser fazer uma comparação com o ano de 1959, vinte e cinco anos depois, poderá ir ao Cantinho (aqui), onde encontrará também informação exaustiva sobre esse assunto.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Foi Notícia em 11-05-1974

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in: Semanário "Reconquista", edição de 11-05-1974

(Clicar no recorte para ampliar)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Foi Notícia em 30-04-1976

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in: Semanário "Reconquista", edição de 30-04-1967
(Clicar no recorte para ampliar)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Campo Albicastrense

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Este artigo sobre o campo albicastrense é baseado nos inquéritos respondidos pelos párocos das freguesias, em meados do século XVIII, e que vieram a constituir as “Memórias Paroquiais”.

Tem uma referência sobre a Ribeira de Alpreade e “os muitos moinhos” que laboravam no termo da Lousa.

Clicar no recorte para ampliar.

in: Semanário “Reconquista”, edição de ontem, dia 19-02-2009
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

LOUSA - Um Século de História

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Quando em meados de 1999, iniciei a construção do site para a Internet a que chamei "LOUSA - Um Cantinho na Beira Baixa", uma das minhas grandes preocupações foi obter a maior quantidade de informação possível devidamente referenciada no tempo. Só assim, os propósitos que me levaram à construção desse site seriam alcançados, tornando-o uma referência credível relativamente a toda a informação contida.
Uma das fontes de informação a que recorri foram, obviamente, os jornais regionais. Foram centenas de horas palmilhando milhares e milhares de páginas a pesquisar assuntos sobre a Lousa. Foram centenas e centenas de fotocópias, que depois de lidas, resumidas, cruzadas com outras informações, deram origem a muitos relatos, factos e datas que se encontram ao longo de todo o site.
Mas, nem todas as notícias foram utilizadas. Umas porque saíam fora do âmbito do site, outras porque, eventualmente, não lhes terei atribuído importância relevante. Mas uma coisa havia que decidir: depois deste árduo trabalho de pesquisa, que fazer com estas centenas de fotocópias na minha posse? Acabei por as digitalizar todas e guardei-as, porque na verdade, todas aquelas notícias reunidas, representavam um século de história na vida da Lousa. Um dia haveriam de servir para algo.
E é assim que hoje crio um novo tema nos Rabiscos a que chamarei “Foi Notícia”. Aqui irei publicando a maioria das notícias relacionadas com a Lousa ou com Lousenses e que foram publicadas nos jornais regionalistas "A Era Nova", "Terra da Beira", "Beira Baixa" e "Reconquista", entre outros, desde o ano de 1918 até à actualidade.
Umas são factos relevantes, outras são meras curiosidades, mas todas no seu conjunto fazem a nossa história.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Territórios e Gentes

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Este artigo que se refere principalmente à evolução das paróquias de Santa Maria do Castelo e de São Miguel, da cidade de Castelo Branco, faz o enquadramento de todas as paróquias que integravam o concelho de Castelo Branco no século XVIII, sendo a paróquia da Lousa uma delas.

Mais um contributo para a nossa história.

Clicar no recorte para ampliar.

in: Reconquista, edição de 22-01-2009
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bibliografia – “RETRATOS DA BEIRA – Revista Quinzenal Illustrada”

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Há algum tempo chegou ás nossas mãos um exemplar de “RETRATOS DA BEIRA – Revista Quinzenal Illustrada”, que começou a ser publicada em 8 de Dezembro de 1900.
O exemplar era precisamente o n.º 1 da revista, que embora se encontrasse em mau estado de conservação, deu para tirar umas fotocópias, pelo que deixamos aqui a informação da sua existência.
Neste primeiro número, a revista destacava a biografia de Manuel Vaz Preto Geraldes, pois este, para além de ser uma das personalidades mais ricas e influentes da Beira na época, tinha tido uma actividade política importante como Par do Reino. De salientar que Manuel Vaz Preto ainda era vivo à data da publicação da revista, tendo falecido cerca de dois anos mais tarde, no dia 14 de Agosto de 1902.
Como o acesso a esta revista não deverá ser nada fácil para a maioria das pessoas, deixamos aqui para os interessados, a transcrição completa do artigo publicado.

Ver artigo publicado
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sábado, 15 de novembro de 2008

Azeite novo

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Com a campanha da colheita de azeitona em curso, o lagar já se encontra em plena laboração, retirando daquele fruto tão abundante na nossa freguesia, o liquido que irá fazer as delicias do nosso paladar durante o próximo ano.
-Para quem não sabe, até meados dos anos 50, as principais actividades económicas da população da Lousa, eram a cortiça, o azeite e a azeitona de conserva. Se tivermos em atenção que a oliveira é a árvore mais abundante na freguesia, ocupando muitas centenas de hectares, facilmente entendemos que era este o sector primário predominante da economia local.
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Em 1959 havia em laboração, na Lousa, cinco lagares de azeite: o da Casa Vaz Preto, o da D.ª Fernanda e o do Rocado, que há muito deixaram de trabalhar; o Lagar Novo que acabou por ser transformado em Museu Etnográfico; e o Lagar do Pinto que felizmente ainda se encontra a trabalhar e do qual aqui deixamos algumas fotos.
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A história e a cultura da Lousa, sempre andaram de mão dada com esta actividade. Aliás a Lousa pertenceu ao grupo dos pioneiros na produção de azeite de prato em Portugal, a qual remonta a meados do século XIX. Diz-nos Bulhão Pato em 1883, a propósito de Alexandre Herculano, quando este, em 1859, comprou a propriedade de Vale de Lobos:
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«Azeite de prato, como é notório, era coisa que não se conhecia em Portugal. Foi Herculano quem deu a iniciativa, fabricando o precioso azeite de Vale de Lobos. Seguiu-lhe o exemplo, Manuel Vaz Preto Geraldes, ...»
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Mesmo com toda esta tradição e cultura ligadas à azeitona e ao azeite, vão ficar por colher muitos milhares de oliveiras. É uma pena, mas é esta a realidade desde há muitos anos.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Efemérides - 1º vigário da Lousa

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Foi neste dia mas do ano de 1574 que por alvará de D. Sebastião, foi nomeado o clérigo Sebastião Rodrigues, como o primeiro pároco apresentado pela Ordem e nomeado pelo rei, como vigário da Lousa.

in: Estudos de Castelo Branco – Revista de Cultura, Julho de 2007 – Nova Série – N.º 6
Ermidas e Romarias Antigas da Beira Baixa (IV) – N.ª Sr.ª dos Altos Céus (Lousa, Castelo Branco)
Por: Joaquim Candeias da Silva

... o primeiro pároco apresentado pela Ordem e confirmado pelo rei, como vigário da Lousa, viria a ser o licenciado Sebastião Rodrigues, clérigo de missa natural de Castelo Branco, referindo então o monarca (D. Sebastião) no alvará de apresentação, datado de 25.09.1574, que a igreja tinha sido agora criada «novamente em vigairia», ou seja, era a primeira vez que para ali era nomeado um vigário residente, «como cumpre a serviço de Deus e bem das almas dos fregueses dela». É natural que a distinção correspondesse a um crescimento da população, que já em 1537 contabilizava mais de 80 fogos e 400 “almas de cura”. Será de notar, contudo, uma particularidade ou distinção: o dito vigário ficava sem obrigação de ter hábito da Ordem, embora ficasse debaixo da jurisdição dela todo o tempo que desempenhasse o cargo, por ser “letrado” (formado em Letras/Cânones por uma universidade)...
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Efemérides - Bodo em honra de N.ª Sr.ª dos Altos Céus

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Foi no dia de hoje, mas no ano de 1534, que por carta régia de D. João III foi instituído oficialmente um bodo em honra de N.ª Sr.ª dos Altos Céus.

in: Estudos de Castelo Branco – Revista de Cultura, Julho de 2007 – Nova Série – N.º 6
Ermidas e Romarias Antigas da Beira Baixa (IV) – N.ª Sr.ª dos Altos Céus (Lousa, Castelo Branco)
Por: Joaquim Candeias da Silva

Carta régia para um bodo no dia de N.ª Sr.ª dos Altos Céus – Évora, 23.09.1534

Aos moradores do lugar da Lousa, termo de Castel Branco, licença para fazerem bodo neste modo por dia de Nossa Senhora dos Altos Ceos.
Dom Joham, etc. a quantos esta minha carta virem faço saber que a mim me praz dar licença aos
moradores do lugar da Lousam, termo da villa de Castello Branco, para que daqui em diante possam fazer por dia de Nossa Senhora dos Altos Ceos, cuja igreja estaa no dito lugar, o bodo que por sua devoção costumavam fazer, e isto enquanto o eu ouver por bem e não mandar o contrário, sem embargo da ordenação em contrário, e porem de todalas esmollas que tirarem para o dito bodo apartarão a quinta parte ante de fazerem dellas despesa alguma, a qual se apartaraa perante o juiz do bodo, escrivão e mordomos, e se entregaraa a hum homem dos que elles para isso enlegerem, e se carregará sobre elle em receita em hum livro que ho escrivão somente para isso fará, e da dita quinta parte se não fará despesa allguma em comer nem beber, somente se despenderá
em ornamentos ou na fabrica da tall Irmida ou no altar em que se dizem as missas, qual
destas cousas ao dito juiz, mordomos e confrades milhor parecer, e não tendo nece
sidade das ditas cousas se despenderá em missas que mandarão dizer na dita Casa
pellas almas das pessoas que derem as tais esmolas, e as outras tres partes gastarão no dito
bodo seguindo seu costume, e com esta limitação lhe dou a dita licença. Domingos
de Paiva a fez em Evora, a xxiii dias de Setembro de Vc xxxiiij. E posto que diga a quinta parte seraa quarta parte.

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domingo, 10 de agosto de 2008

Rafael Bordalo Pinheiro, a política e o Vaz Preto

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Quem não conhece o Zé Povinho, personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro em 1875? Todos conhecem creio eu, mas, mesmo assim, aproveito a oportunidade para aqui deixar a imagem que foi adaptada como personificação do povo português.
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Bordalo Pinheiro não foi só ceramista. Foi também desenhador, caricaturista e humorista. É este seu dote artístico que nos interessa agora. Em 1879, Bordalo publicou "O António Maria" que foi um dos semanários ilustrados do século XIX com maior êxito junto do público. Nas suas páginas foram caricaturados muitos dos principais acontecimentos da vida portuguesa dessa época, com predomínio para a política nos seus vários aspectos. Os seus comentários humorísticos eram de uma violência satírica demolidora.
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Na altura havia uma enorme crispação entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa, que levou mesmo à queda do governo. Manuel Vaz Preto Geraldes era Par do Reino. Transcrevemos a seguir a visão de Bordalo Pinheiro sobre o assunto:

in: Semiramis - Irreflexão política, social e económica – Janeiro 13, 2005

Sistema Bicamaral

Como Bordalo o via em 1881




Esta caricatura, publicada no António Maria em 17-Fevereiro-1881, pouco tempo antes do governo cair, retrata a guerrilha entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa.
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Da esquerda para a direita, Fontes rapa os queixos a Braancamp, Presidente do Ministério; Vaz Preto a Luciano de Castro; o Visconde de Chanceleiros a Saraiva de Carvalho; alguém que não identifico a Adriano Machado; seguem-se dois que também não identifico; finalmente, na ponta direita, Barros e Sá rapa os queixos a Barros Gomes.Atrás, à direita, o Duque d’Ávila, presidente da Câmara dos Pares, rapa os queixos a alguém que não identifico.
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