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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Conseguir um empréstimo é "fogo"

Para quem acha que actualmente é difícil e complicado obter um empréstimo, vejam como era no ano de 1826, para conseguir um empréstimo de uma quantia equivalente a sete cêntimos na moeda actual.
A transcrição que fazemos é literal, quer na ortografia, quer na pontuação.



Escriptura de Juro de cinco por cento na forma da Lei novissima que toma Jose Domingues do Lugar da Louza termo desta Cidade de Castello Branco das maos do Thezoureiro da Irmandade das Almas do mesmo Lugar Jose Dias Capinha da quantia de quinze mil reis metalicos.
Saibão quantos este Publico Instrumento de Escriptura de juro de sinco por cento na forma da Lei Novissima ou como em direito melhor lugar haja e dizer se possa mais firme e valioso por virem que sendo no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e vinte seis aos vinte dias do mes de Junho do dito anno nesta cidade de Castello Branco no meu Escriptorio sendo presentes Jose Dias Capinha do Lugar da Louza Thesoureiro da Irmandade das Almas do dito Lugar de huma banda, e da outra Jose Domingues tam bem do ditto Lugar da Louza termo desta cidade de Castello Branco todos conhecidos de mim Tabaliaõ e das Testemunhas ao diante nomeadas e no fim asignadas de que dou minha fé verem os proprios que aqui nomeio e declaro e pelo dito Jose Domingues foi dito na minha presença e das mesmas testemunhas que elle tomava a razão de juro de cinco por cento na forma da Lei Novissima quinze mil reis metalicos das maos do Thezoureiro da Irmandade das Almas do dito Lugar Jose Dias Capinha, por tempo de hum anno somente, que principia a correr do dia da data desta em diante e hade findar em outro tal dia do anno de mil oito centos e vinte sete com a declaraçaõ de que elle devedor podera continuar na conservacaõ da dita quantia em seu poder e pelo mesmo rendimento todo o mais tempo que ella credora quizer conservar-lha. E logo pelo Devedor foi dito perante mim e Testemunhas ter ja recebido das maos da dita Irmandade a quantia mencionada de quinze mil reis metal e que se dava por entregue della e se obrigava a satisfazela e pagala com todos os Juros vencidos a dita Irmandade das Almas Credora findo que seja o dito tempo e por ella pedida em qualquer outro tempo em que lhe queira conservar o referido juro ao que tudo elle devedor se sujeita e obriga por sua pessoa e todos os seus bens em geral presentes e fecturos havidos e por haver os quaes todos em geral Hipothecao a esta Escriptura e em expecial Hipothecao Huma Morada de Casas com seu Logradouro no Lugar da Louza na Rua de Santa Maria que pegaõ com Jose Cardoso e com Jose Nunes as quais saõ suas livres e tarem largadas de foro, de Capella Vinculo ou Morgado, e nem estaõ sugeitas a outra alguma Escriptura de Divida, ou fiança, mais do que tao somente a esta Escriptura a que voluntariamente e sem constrangimento de pessoa alguma as Hipotheca. E pelo mesmo foi mais dito que alem da sua Hipotheca e para maior segurança da dita irmandade credora, e validade desta Escriptura nomeava e offerecia por seu fiador abonador e principal pagador Antonio Duarte Jueirinhas Lavrador deste Lugar e bem conhecido de mim Tabaliaõ e das mesmas Testemunhas disse na minha presença e das sobreditas Testemunhas de que dou minha fé que elle muito de sua livre vontade e sem que fosse induzido nem constrangido por pessoa alguma ficava por fiador, abonador e principal pagador do Outorgante devedor Jose Domingues e se obrigava por sua pessoa e por todos os seus bens em geral a satisfazer a dita Credora a mencionada quantia de quinze mil reis em metal que haviaõ recebido por maõ do seu Thezoureiro. E logo pelo dito Devedor foi mais dito na minha presença e das Testemunhas que elle se obrigava por sua pessoa e por todos os seus bens em geral a tirar para, e a salvo desta fiança ao dito seu fiador de tal forma que este em razaõ desta sua fiança nunca viria a ter o mais leve prejuizo em sua pessoa nem em seus bens, e por isso no caso delles devedores naõ pagarem no tempo em que lhe for pedida pela Credora a mencionada quantia querem e he sua vontade que a dita credora ponha contra elle Devedor a competente acçaõ de assignaçaõ de des dias, e que no caso que mudem de domicilio se obrigaõ com tudo a responder no Juizo do Geral desta cidade, e que desde ja renunciaõ o Juizo de seu foro. E logo pelo Thezoureiro da Irmandade das Almas foi dito na minha presença e das testemunhas que elle aseitava a presente Escriptura com todas as clausulas e condiçoes asima extipuladas assim o disseraõ e outorgarao e pediraõ a mim Tabaliaõ que esta Escriptura lhe fizesse estipulasse, e aceitasse a qual eu fis estipulei, e aceitei como pessoa Publica que sou. Outorgante e Extipulante em nome das partes presentes e ausentes a quem devesse tocar possa em razaõ do meu Officio e por mim ser Distribuída como se ve do Bilhete da Destribuiçaõ do theor seguinte – Escriptura de juro de sinco por sento na forma da Lei que toma Jose Domingues do Lugar da Louza deste termo da quantia de quinze mil reis metalicos das maos do Thezoureiro da Irmandade das Almas Jose Dias Capinha do mesmo Lugar da Lousa no anno de mil oito centos e vinte sinco no mes de Dezembro do dito anno Destribuida ao Tabaliaõ Silva a folhas duzentos e sete verso em o primeiro de Maio de mil oito centos e vinte seis = Crespo = Manifestada a folhas cento e setenta e oito verso do Livro Competente = Leitaõ = Numero trinta e dois a folhas treze do Livro oitavo pagou quarenta reis de Sello Real. Castello Branco dois de Maio de mil oito centos e vinte seis = Pentiado = Mattos = Não se continha mais no dito Bilhete, manifesto, e Sello Real que aqui fiz copiar bem e fielmente via verdade e foraõ em tudo Testemunhas presentes que viraõ fazer e ouvirao Ler Domingos Martins Ramos, e Jose Vas Ratto ambos deste Lugar da Louza e conhecidos de mim Tabaliaõ de que dou minha fé e Eu Antonio da Matta e Silva Escrivão que o escrevi e em fé de tudo asignei.
Jose + Domingues
Jose + Dias Capinha o Velho
Antonio Duarte Geirinhas
Jose + Vas Ratto
Domingos Martins
Antonio da Matta e Sª

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Antepassados de Amália Rodrigues - nona geração

Novamente um artigo publicado no Reconquista de hoje com mais antepassados de Amália Rodrigues referentes à nona geração. Vejam que os indivíduos com os números 294, 295 e 301, eram da Lousa.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mais antepassados de Amália Rodrigues

Mais um artigo publicado no Reconquista de ontem com mais antepassados de Amália Rodrigues, desta vez referentes à sétima e oitava geração. Vejam os indivíduos com os números 73, 75, 146, 147 e 150, eram da Lousa.

sábado, 7 de julho de 2012

Antepassados de Amália Rodrigues

Sabiam que um trisavô, um tetravô e uma tetravó da Amália Rodrigues eram da Lousa?
Vejam o interessante artigo publicado na Reconquista da passada quinta-feira sobre a genealogia de Amália Rodrigues até à sexta geração, e reparem nos indivíduos com os números 18, 36 e 37.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Que rica abóbora!

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Não será propriamente um fenómeno do Entroncamento, mas não há dúvida que se trata de um bonito exemplar de abóbora criada na Lousa pelo Joaquim Mesquita.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As três freguesias de Lousa

Existem em Portugal três povoações com o nome de Lousa e que são sedes de freguesia:
A nossa, Lousa de Castelo Branco, a Lousa de Loures e a Lousa de Torre de Moncorvo, das quais apresentamos os respectivos brasões e bandeiras.

Existe ainda uma outra Lousa que não é sede de freguesia e que pertence ao concelho de Vila de Rei.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Semelhanças

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Uma curiosidade que nos foi enviada pelo João Miguel Correia.

Esta é a ACAPEL – Associação Desportiva de Caça e Pesca da Lousa


Esta é a ACAPEL – Associação dos Cabeleireiros de Pelotas (instituição para o desenvolvimento, profissional, social e cultural da classe Cabeleireira e da Beleza da Região Sul do estado do Rio Grande do Sul - Brasil).

Para mais informações clicar aqui: http://www.acapel.org.br/
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terça-feira, 15 de junho de 2010

As cegonhas, cá estão elas novamente

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Mais uma vez, a chaminé do edifício da Junta de Freguesia, serviu de maternidade para o nascimento de um par de cegonhas.
Vejam como a mãe cegonha, ciente das suas responsabilidades, ensina e incentiva os filhotes, já crescidos, a voar para fora do ninho, perante a serena indiferença dos pequenos que, pelos vistos, sentem-se muito bem no aconchego do lar.
Lindo!!!
As imagens foram captadas no passado sábado, dia 12, por volta das 19 horas.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Miradouro do Portalão

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Mais um curioso penedo que existe na Lousa na zona do Portalão (em direcção aos Lagares). Embora não tenha nome, como o “Penedo da Boina”, podemos chamar-lhe de “Miradouro do Portalão”, pois além da posição elevada em que se encontra tem também uma escadaria e um gradeamento que o tornam num autentico miradouro.
A paisagem que se alcança é deslumbrante e extensa. Dele podemos ver uma enorme extensão da zona raiana, terras de Espanha e o cabeço de Monsanto, como podem verificar pelo pormenor da última fotografia.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Penedo da Boina

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É verdade, na Lousa também há penedos com nome. Como podem ver pelas fotografias, o nome “Penedo da Boina” fica-lhe a matar, pois na realidade tem muita semelhança com uma boina vista de perfil (comparar com a gravura ao lado).
Só há dias, durante uma caçada aos javalis, soube da existência deste penedo e do seu nome, embora já tivesse passado imensas vezes na zona onde ele se encontra. No domingo passado, numa batida ás raposas, tive a oportunidade de o ver e fotografar. O guia foi o Mário Luís que contou que o nome de Penedo da Boina já é muito antigo, pois desde criança que o conhece. Também perguntei a várias pessoas idosas da freguesia que o confirmaram.
Para quem o quiser visitar, o Penedo da Boina fica ao fundo da Terra Grande junto aos eucaliptos dos Lagares. Entrando nos Gralhais pela estrada da Mata e seguindo sempre em frente pelo caminho de terra batida, chega-se lá com facilidade.
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domingo, 29 de novembro de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que as estatísticas nos dizem

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Morrem diariamente em todo o mundo cerca de 166.650 pessoas. É impressionante como em pleno século XXI, a seguir à morte por causas naturais, é a fome que mais gente mata. Em cada 100 pessoas que morrem por dia em todo o mundo, 18 morreram à fome. Ainda nós dizemos, às vezes, que passamos mal.
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Vale a pena ver as estatísticas com os valores mundiais e meditar.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Recordando ...(XXV)

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O Ti Manuel Barata e um lobo, morto não sei onde, mas que presumo tenha sido na Lousa durante uma caçada. A foto pertence ao espólio fotográfico do prof. Gardete e tem a data de 1973.

A titulo de curiosidade refira-se que matar um lobo no século XVIII, tinha honras de registo nas actas da Câmara Municipal de Castelo Branco.
A esse respeito vejam a notícia publicada no semanário “Terra da Beira” n.º 17, de 1 de Maio de 1930, com o titulo de “Efemérides Municipais”, sobre os registos constantes duma acta de Janeiro de 1711. Havia lobos com fartura e na Lousa também, conforme mostra o registo.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Árvore com dois troncos siameses

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Esta árvore com dois troncos siameses pode parecer um fenómeno do Entroncamento, mas não, é mesmo da Lousa e pode ser vista nas instalações do polidesportivo.
Aqui ficam as imagens:

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ainda há burras que funcionam

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Também lhe chamam de "cegonha" ou "picota" e encontram-se completamente em desuso estes engenhos de tirar água, mas na Lousa ainda há "burras" que, esporadicamente, são utilizadas.

Na foto podemos ver o Zé de Matos, com a "burra" em pleno funcionamento.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mais Festas em Honra de Nossa Senhora dos Altos Céus

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Uma pesquisa na net levou-me a encontrar, além da nossa, mais duas festas que se realizam em louvor de Nossa Senhora dos Altos Céus.

- Em Esmojães, freguesia da Anta e concelho de Espinho, a "Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus" ou "Festa dos Rojões", realiza-se no segundo domingo de Outubro.

- No lugar de Meãs, freguesia das Minas da Panasqueira venera-se a Senhora dos Altos Céus, Santa protectora dos mineiros, celebrando-se a festa em sua honra a 15 de Agosto.

Aqui fica, para comparação, a foto das três imagens de Nossa Senhora dos Altos Céus. A de Esmojães apresenta alguma semelhança com a nossa, quer na forma, quer nas cores.

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domingo, 10 de agosto de 2008

Rafael Bordalo Pinheiro, a política e o Vaz Preto

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Quem não conhece o Zé Povinho, personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro em 1875? Todos conhecem creio eu, mas, mesmo assim, aproveito a oportunidade para aqui deixar a imagem que foi adaptada como personificação do povo português.
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Bordalo Pinheiro não foi só ceramista. Foi também desenhador, caricaturista e humorista. É este seu dote artístico que nos interessa agora. Em 1879, Bordalo publicou "O António Maria" que foi um dos semanários ilustrados do século XIX com maior êxito junto do público. Nas suas páginas foram caricaturados muitos dos principais acontecimentos da vida portuguesa dessa época, com predomínio para a política nos seus vários aspectos. Os seus comentários humorísticos eram de uma violência satírica demolidora.
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Na altura havia uma enorme crispação entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa, que levou mesmo à queda do governo. Manuel Vaz Preto Geraldes era Par do Reino. Transcrevemos a seguir a visão de Bordalo Pinheiro sobre o assunto:

in: Semiramis - Irreflexão política, social e económica – Janeiro 13, 2005

Sistema Bicamaral

Como Bordalo o via em 1881




Esta caricatura, publicada no António Maria em 17-Fevereiro-1881, pouco tempo antes do governo cair, retrata a guerrilha entre a Câmara dos Pares e o Ministério, que tinha o apoio da Câmara Baixa.
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Da esquerda para a direita, Fontes rapa os queixos a Braancamp, Presidente do Ministério; Vaz Preto a Luciano de Castro; o Visconde de Chanceleiros a Saraiva de Carvalho; alguém que não identifico a Adriano Machado; seguem-se dois que também não identifico; finalmente, na ponta direita, Barros e Sá rapa os queixos a Barros Gomes.Atrás, à direita, o Duque d’Ávila, presidente da Câmara dos Pares, rapa os queixos a alguém que não identifico.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Selo postal português com a alcunha de “Vaz Preto”

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Muitos selos postais foram apelidados com alcunhas motivadas por algumas particularidades ou características que apresentavam. De entre os selos portugueses que foram alvo dessa situação existe um, de D. Luís I, que foi alcunhado de “Vaz Preto”. Relembramos que Manuel Vaz Preto Geraldes era Par do Reino nessa época.

Transcrevemos a seguir um excerto de um artigo publicado na Revista Filatélica n.º 121 de Março de 2004, com o título “SELOS COM NOME” e que acerca deste selo diz o seguinte:

VAZ PRETO - Como o retrato do rei português, Luís I, tirado especialmente para servir de modelo, não tivesse a qualidade exigida, o retrato em questão apresentava mais semelhanças com o conselheiro Vaz Preto do que com o nosso rei. Esta é, afinal, a razão pela qual, na época (1880-1890), os referidos selos ficaram conhecidos pelo nome daquele conselheiro que, diga-se, era parecido com o rei.
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domingo, 3 de agosto de 2008

Passeando ...(IV)

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Na Lousadinha (creio que é a propriedade do Camilo), uma nora das poucas que ainda cá existem. Falta o burrico e vê-se que já não trabalha à muitos anos. É completamente visível da estrada da Mata.

Para quem não sabe, a técnica utilizada nas noras é uma herança dos árabes, introduzida quando eles dominavam toda a região centro e sul do nosso país. A utilização nesse tempo deste tipo de engenho de tirar água, revolucionou completamente a agricultura.
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terça-feira, 20 de maio de 2008

Mais três

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Ano após ano, a chaminé do edifício da Junta de Freguesia, tem sido o berço de um casal de cegonhas. Este ano, parece que a ninhada foi óptima. Foram mais três cegonhinhas, que a avaliar pela foto tirada hoje, já se encontram bem crescidinhas.
Pouco tempo deve faltar para abandonarem o ninho e encetarem uma nova vida.
É linda a natureza.
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